Lar D Pedro V
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Comemoração do Dia dos Avós

O Dia 26 de Julho foi o dia escolhido para valorizar e homenagear o papel que os avós assumem na dinâmica social e familiar. Esta data é coincidente com a comemoração do dia de Santa Ana e de São Joaquim, avós de Jesus Cristo, e que justifica a comemoração do dia dos avós. Tal associação, de ordem religiosa, remete-nos para a importância que esta assume na vida dos nossos idosos. Na generalidade, estes não estão preparados para as mudanças biopsicossociais que a velhice comporta, e sentem-se desmotivados e impotentes perante o futuro. Ao longo de cada fase de desenvolvimento humano, o indivíduo depara-se com um corpo que muda e vai sofrendo alterações funcionais e de papéis sociais, sendo necessária uma constante adaptação na busca de novos equilíbrios internos e externos. A qualidade dessa busca tem que ver, não com a quantidade de anos vividos, mas sim com O QUE o indivíduo fez com os anos vividos e também com a forma como a sociedade trata alguém de determinada idade.

Apesar de atualmente se lutar muito contra os preconceitos que giram em torno da velhice, a imagem de que o idoso tem muito pouco para oferecer à sociedade ainda está bem vincada. Bem sabemos que isso é errado ou não teriam sido eles os responsáveis pela educação dos seus filhos e netos, e terem experienciado pelo menos 65 anos de vida. A realidade é que todos eles são detentores de saberes que marcaram um momento das suas vidas e que são dignos de serem compartilhados com todos aqueles que estiverem dispostos a escutar e a aprender. Contudo, se por um lado, ao longo do tempo foi-se assistindo a uma redefinição do papel dos avós na dinâmica familiar, privilegiando as relações entre netos e avós; por outro lado, nos dias de hoje, vive-se uma sociedade voltada para o consumo na qual o novo é valorizado, uma vez que potencia a produção, e o velho é tipicamente descartado, está fora de moda, ou é inútil.

A realidade é que, e indo de encontro ao créscimo da população idosa, cada vez mais encontramos instituições, como é o caso do Lar D. Pedro V, que visam dar resposta às necessidades atuais da nossa comunidade, abrangendo diversas valências, desde serviço de apoio ao domicílio a internamento, não descuidando de uma intervenção técnica que suporte também os familiares dos nossos idosos, de modo a prestar um apoio tão mais holístico quanto possível, assim como sensibilizar a sociedade para a importância de manter um papel ativo, consciente e não negligente perante a velhice.

É verdade que, na grande maioria dos casos, a velhice acarreta um declínio tendencialmente significativo e generalizado de competências e, por isso mesmo, despoleta uma maior dependência da sociedade em que estamos inseridos, o que impele a um desenvolvimento de capacidades no decurso da adaptação à nova condição. Como sabemos, toda a mudança implica que nos retiremos da nossa zona de conforto e que, consequentemente, experienciemos emoções mais desagradáveis mas necessárias, com o intuito de regular as nossas necessidades psicológicas que tudo têm que ver com a nossa saúde física e, por conseguinte, social.

Muitas vezes se diz que “ser avô é ser pai duas vezes”. Ser avô torna-se num acréscimo positivo pois é-lhe dada a possibilidade de experienciar diferentes papéis bem como de criar novas relações. Ser avô é poder dedicar inteiramente o seu tempo aos netos, é educar e cuidar, é substituir os pais em muitos momentos, é fazer-lhes as vontades todas, é transmitir valores e, acima de tudo, partilhar afetos. Partindo deste pressuposto, o que nos cabe a nós enquanto vínculos de maior proximidade de um idoso, é prestar suporte de qualidade do ponto de vista emocional (mais uma vez, não descuidando da procura de apoio técnico quando necessário). Ainda que possa parecer cliché, se procurarmos mais do que olhar, VER, o que os nossos idosos nos oferecem, somos também capazes de, na mesma proporção, perceber o que eles precisam, e o que é transversal a qualquer faixa etária, que consideramos se tratar da necessidade de proximidade, cooperação e suporte emocional. O idoso, na contingência de já não ser capaz de caminhar sozinho até o que precisa, resta-lhe aguardar que a sociedade seja capaz de ir de encontro às suas necessidades, necessidades essas que se se desenrolarem normativamente, um dia serão também as necessidades dos elementos jovens da sociedade atual.

Tal ideia remete-nos para o fenómeno da intergeracionalidade, que deambula entre as necessidades de cada faixa etária e do comprometimento e partilha entre as mesmas, que tem vindo a ganhar maior destaque por parte dos investigadores, pelas especificidades e contributo que tem no desenvolvimento pessoal e social do idoso e da criança. De um modo geral, as relações intergeracionais traduzem-se no convívio entre pessoas de gerações diferentes, o que possibilita o cruzamento de experiências e de conhecimentos, exemplo disso é a relação entre avós e netos.

Dito isto, e de modo a assinalar o Dia dos Avós, irá realizar-se dia 26 um encontro intergeracional no Lar D. Pedro V com o intuito de proporcionar momentos de aprendizagem mútua e de convívio.

Em jeito de conclusão, podemos afirmar que os idosos são os maiores educadores que a sociedade tem e os que mais tem para oferecer ao mundo. Nesse sentido, há que apoiar e valorizar o seu papel social até porque como afirma Jacy Melo “(…) cuidar do idoso é respeitar o nosso próprio futuro”.

 

Pelas técnicas do Lar D Pedro V:
Salomé Vasconcelos
Cláudia Afonso 

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